Setembro

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Uma matéria publicada no The New York Times apontou mudanças na indústria de alimentos no Brasil como um país viciado em “Junk Food” (comidas lixo ou comidas com baixo teor nutritivo).
Eles alertam sobre o aumento das vendas de produtos industrializados e processados, principalmente nos países em desenvolvimento, e os impactos na nutrição mostrando uma tendência à obesidade; na economia, já que os avanços das multinacionais nos países em desenvolvimento altera a agricultura local, estimulando commodities mais rentáveis ( cana de açúcar , milho e soja ); e na política, onde percebem-se barreiras quando se tenta fazer restrições na publicidade e no comércio de alimentos.
Um ponto em destaque abordado na matéria é o Programa de venda porta a porta da Nestlé, criado para alcançar famílias ribeirinhas, que possuem difícil acesso a alimentos. O Programa foi iniciado há uma década e atende 700 mil consumidores de baixa renda mensalmente.
A expansão dos industrializados e processados foi destacado, devido ao ganho de peso dessa população. Porém é importante ressaltar que estes alimentos têm sua importância em um mundo cada vez maior e urbanizado, principalmente para estas populações por garantir alimentos aptos ao consumo de ponto de vista higiênico sanitário e com longa durabilidade. O consumo desses alimentos e sua relação com a obesidade irá depender de como será utilizado esse tipo de alimento. A entrega porta a porta, além da geração de empregos, oferta produtos variados para aqueles que não têm acesso imediato a supermercados.
Mas, e quanto a relação com o aumento da taxa de obesidade? Apesar desta crescente taxa, a Nestlé, assim como outras empresas, têm reformulado produtos, para diminuir a quantidade de sal, açúcar e gordura, e promover saúde e bem-estar.
A Nestlé coloca disponível 800 produtos, por meio de suas revendedoras, que incluem também versões mais saudáveis, porém os clientes ainda se mostram mais interessados em uma pequena parcela deles, sendo os açucarados.
Com isso, vemos que o consumidor também tem papel importante neste cenário de crescentes taxas de obesidade. Os efeitos da mudança de hábitos alimentares evidenciam-se inclusive nas crianças (que se agrava devido à inatividade física) e bebês. Mas a oferta de produtos mais saudáveis existe e a escolha irá partir do consumidor final e, no caso das crianças, irá partir dos pais ou responsáveis.
Como nutricionistas, nossa função é educar e orientar a população para que se façam escolhas mais conscientes e que haja um equilíbrio quando se fala de alimentos industrializados, dando preferência aos menos processados e consumindo com moderação os demais.