Autocrítica ou compaixão: qual escolher?

Somos, de longe, o nosso pior crítico e acreditamos que isso é o que nos mantêm nos alimentando e nos exercitando da melhor forma. Essa crença vem do fato de termos em mente que sendo autocríticos, nos mantemos responsáveis e melhoramos nosso desempenho e, se fossemos gentis e compassivos com nós mesmos, isso nos tornaria fracos.

A pergunta que eu quero fazer a você é: Seria o contrário verdadeiro?

O que as pesquisas vêm nos mostrando é que a autocrítica prediz depressão, comportamentos de evitação (como tentar evitar o fracasso), perda de autoestima, perfeccionismo negativo (que não nos leva a um melhor desempenho, mas sim vergonha e ansiedade), procrastinação e ruminação, comprometendo  nosso comportamento alimentar.

A compaixão por outro lado gera resiliência, dá a capacidade de identificar problemas, aceitar que falhamos e mudar hábitos que não nos servem mais.

Praticar a autocompaixão é tão importante quanto aplicar a compaixão aos outros.

Confira aqui 4 maneiras de parar de ser tão duro com você e usar momentos bem simples do seu dia a dia.

1. USE O ALMOÇO COMO UM ATO DE AUTOCUIDADO

Enquanto come, pare um momento para perceber esse alimento que você está dando a si mesmo. Você tem o poder de escolher comer algo que faz você se sentir bem.

2. LEMBRE-SE QUE, ASSIM COMO VOCÊ, TODOS NÓS NOS SENTIMOS INSEGUROS

Seja em relação ao corpo ou a sua alimentação, todos nós nos questionamos sobre nossas ações, querendo sempre acertar e fazer o melhor para si mesmo. Não responda a essa pergunta se comparando com outras pessoas ou perfis sociais. Você é perfeito do jeito que você é, ofereça cuidado a si próprio ao invés de se martirizar ou punir.

3. SEJA UM AMIGO PARA VOCÊ MESMO

Quando você perceber que está sendo duro consigo mesmo quando estiver com dificuldades em relação a sua alimentação ou seu corpo , imagine um amigo querido vindo até você com o mesmo problema. Como você responderia? Como você ofereceria suporte? O que você diria? Como você consideraria seu amigo? Agora tente dar essas respostas para si mesmo.

4. PEÇA AJUDA

Muitos de nós temos fortemente a ideia de que precisamos “ser profissionais”, lidar com as coisas por conta própria. Nesta mentalidade, não pensamos em pedir ajuda e provavelmente, se nos oferecessem, recusaríamos. Com o tempo, no entanto, percebemos que não podemos fazer tudo sozinhos. Ajudar as pessoas nos faz sentir bem conosco e conectados aos outros. Então, em vez de usar como padrão “Não, obrigado” ou “Tudo bem, estou bem” quando alguém lhe oferece algo, tente dizer “sim”. Conecte-se.

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